terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Artigo: Patek Philippe Calatrava


 




Patek Philippe é sinónimo de alta-relojoaria, ou digamos, talvez da mais alta relojoaria, muitas vezes apelidada como a "Rolls-Royce" da indústria relojoeira, produzindo peças únicas, verdadeiros ícones que atravessam gerações.
O ícone de hoje é o modelo Calatrava (de 2013).
Este modelo comporta o 324 S C, movimento de corda automático, com função data às 3h, reserva de marcha de aproximadamente 40 horas, com caixa disponível em ouro 18k, ouro branco e ouro rosa todas as versões de 39mm de diâmetro, com curvas suaves, vidro de safira, apliques em ouro no mostrador, a bracelete é em pele de aligátor, feita à mão com fivela a condizer com a caixa.
Calatrava ref 5227, or jaune, rose et gris © Patek Philippe
Feitas as introduções, o que é afinal o Calatrava?
É talvez o relógio "formal" mais nobre, aquele que serve de inspiração a tantos relógios de face redonda e no entanto é discreto, com movimento simples, intemporal e muito elegante.
Por muito que se procure, artigos desta marca não vão apresentar falhas ou imperfeições. É, digamos assim, a assinatura desta Casa suíça, que desde 1932 que nos agraciou com o Calatrava. Ninguém certamente se importará com as naturais discrepâncias mecânicas de -2/+3 segundos por dia, porque por um lado já são tolerâncias muito apertadas e por outro, porque se as cumprir, o relógio receberá o selo Patek Philippe e acredite-se, todos nós queremos ou deveríamos querer isso nas nossas vidas!
 

Quando vemos alguém com um Rolex sabemos que teve sucesso e o quer demonstrar, procura qualidade e reconhecimento. Quando vemos alguém com um Patek, sabemos que teve tanto sucesso que já não precisa de o demonstrar, este é o posicionamento que esta marca comanda!
Este é o tipo de artigos em que se é preciso saber o preço será certamente porque não o poderá adquirir. Por isso é que a sua raridade apenas nos permite vislumbrá-los no pulso da realeza, chefes de indústria e outras pessoas no ponto alto das suas carreiras.

A importância e o carisma do Calatrava está patente no vídeo que se segue: "Please enjoy"
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

As Marcas

 
O que define uma marca?
Como se avalia uma marca e que impacto tem o seu valor na forma como vemos e interagimos com os seus produtos?
 
Uma marca é um complexo conjuntos de associações que fazemos perante um produto, empresa, pessoa, local, etc etc.
Por norma, temos que uma marca é o agregar da identidade de uma empresa associada a um logótipo, linha ou gama de produtos, slogan, esquema de cores, pessoas-chave (embaixadores, CEO's, entre outros), uma música ou jingle, características intrínsecas/diferenciadoras (key-features).
Vejamos alguns exemplos:
 
                                                                (Logótipo - Bentley)
(esquema de cores -  Christian Louboutin)  
                                                                          
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                              (Personalidade - Coco Chanel)
 (Design/Características Únicas - Porsche 911) 
 
 
Uma marca pode ser decomposta em 4 funções principais:
- Funcional
- Estética
- Emocional
- Social
 
Deverá portanto, incorporar aspetos elementares como os valores da empresa, a satisfação de necessidades, deverá expor as características única e diferenciadoras do produto, serviço ou empresa, ou seja, o aspecto/função Funcional é também o Marketing-Mix dos mesmo produtos, serviços ou empresas.
Quando falamos de estética não nos focamos necessariamente na beleza de um produto "per se", mas a forma como o utilizador/consumidor interage visual e fisicamente com o artigo, como o utiliza, como se relaciona com o design do mesmo e, por conseguinte, como este despoleta uma relação emocional. Recentemente a tendência de "personificar" um determinado produto ou marca, cria relações afectivas muito fortes com um consumidor ou comunidade, criando sentimentos de pertença e por vezes fanatismo quase religioso (exemplo: Samsung vs Apple/Android vs IOS). Destas alianças entre consumidores e marcas resulta frequentemente uma criação de classe ou grupo de consumidores, que pela anexação a uma insígnia, passa a representar ou a ter que representar um conjunto de comportamentos que dele são esperados, posto muito simples, status e tribos.

No próximo artigo relacionado com marcas, abordaremos a avaliação de uma marca e a temática Marcas de Luxo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Luxo

O primeiro conceito a abordar é o Luxo.

Este conceito por natureza engloba artigos, serviços ou experiências, que sejam raros ou únicos, exclusivos/personalizados, com preços altos face aos bens ou serviços análogos e por norma com qualidade percebida acima da média, dotados na maior parte dos casos de um benefício intangível vulgarmente designado por status.
O foco aqui não será porventura a satisfação por si só de necessidades, sejam básicas/fisiológicas ou de auto-realização (ver. "Teoria da Motivação Humana" de Abraham Maslow, 1943), mas sim a forma como essas necessidades são satisfeitas.

Este conceito não é sempre "fixo", como sabemos a curva da Procura vs Preço mostra que quando a Oferta
é limitada os consumidores estão mais dispostos a pagar um Preço alto, contudo dependerá sempre do artigo/serviço de que estamos a falar, da marca e das associações que a ela fazemos. De certo modo, quando falamos de artigos de luxo, podemos inferir que o consumidor está a pagar um preço mais alto para que a "Marca" não produza mais artigos!
Será por certo mais seguro afirmar que é um conceito cuja Procura aumenta com o rendimento auferido pelos potenciais compradores (por norma, Classes B "aspiracionais" e A).


Outro aspeto intrinsecamente ligado ao luxo é a durabilidade e o valor no tempo quando falamos é claro de bens tangíveis, idealmente um bem de luxo poderá perder muito muito pouco valor após a compra, manter o valor, ou até apreciar. Sobretudo porque muitas vezes estamos a falar de artigos compostos por matérias nobres, detidos por personalidades interessantes, artigos de moda ou de arte.
Dado o valor alto (real ou percebido) deste tipo de bens, são por norma, guardados com segurança e mantidos em boas condições (vinho, jóias, automóveis, entre outros).

 
Resumindo, eis a principais características do conceito de luxo:
  • Valor e preço altos
  • Raridade e Qualidade
  • Oferta muito limitada/exclusiva ou selectiva
  • Durabilidade de valor e no tempo
  • Status promovido
  • Marca Forte e Reconhecida
 
“Some people think luxury is the opposite of poverty. It is not. It is the opposite of vulgarity.”  -  Coco Chanel


Nota Introdutória

Bem-vindos ao Blogue!
O meu nome é Ricardo Melo, sou português e sou aluno da Business School do ISCTE-Inst. Universitário de Lisboa, estou já na fase final da licenciatura em Gestão de Marketing. Sou um Lisboeta, apaixonado por Marketing, Fotografia, Tecnologia, Automóveis, Jóias e Relógios e tantos outros pequenos prazeres que tornam a vida mais interessante.

Gostaria de deixar claro, que os artigos que aqui irei publicar refletem apenas e só a minha opinião relativa aos três temas centrais que serão abordados, bem como algumas noticias relacionadas com os temas que aqui proponho. Que temas são esses?
Os temas principais deste blogue serão então: Marketing, Marcas e o conceito de Luxo.
Certamente estarão a pensar (e com toda a razão) "Mas as Marcas são uma componente do Marketing! porquê a separação?". Pois bem, será a componente de todo o marketing em que mais me irei focar e requer por isso a distinção das demais.

Espero que os artigos aqui publicados promovam uma reflexão saudável e sirvam de uma boa base para algumas pesquisas e discussões.

"Sit back and enjoy the ride!"